A Fifa, por meio de Thiago Jannuzzi, diretor-executivo de operações, confirmou a plena preparação do Brasil para sediar a Copa do Mundo Feminina de 2027. O evento, que ocorrerá entre 24 de junho e 25 de julho em oito cidades brasileiras, promete um legado histórico para o futebol e expectativas de recordes de público e lucro.
Fifa Aposta em Retorno Financeiro e Amadurecimento
Jannuzzi destaca que a Fifa aplicará aprendizados de eventos anteriores para garantir o sucesso no Brasil. A entidade enxerga o torneio feminino como um produto em franca ascensão, já tendo igualado custos e receitas em 2023.
A expectativa agora é que a Copa no Brasil seja superavitária. Esse crescimento demonstra a rentabilidade do futebol feminino, atraindo o interesse de marcas e incentivando novos investimentos no esporte globalmente.
Infraestrutura e Conhecimento: Os Pilares da Escolha Brasileira
O Brasil foi selecionado como sede por sua comprovada capacidade de organização de grandes eventos. A infraestrutura esportiva existente, legado da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, foi um fator decisivo.
O país possui também um vasto conhecimento operacional para sediar competições de grande porte. A experiência anterior com estádios lotados no futebol feminino durante as Olimpíadas do Rio reforça essa confiança.
Superando Expectativas: Brasil Rumo a Novos Recordes
A Fifa tem a ambição de superar os números da edição anterior, realizada na Austrália e Nova Zelândia. Aquela Copa registrou quase 2 milhões de espectadores nos estádios, com uma média de 33.000 pessoas por jogo.
No Brasil, o menor estádio possui capacidade para 45.000 lugares, e a média de capacidade oferecida será de 57.000. Esses dados indicam um potencial para atrair um público muito superior aos 2 milhões anteriores.
O Legado Duradouro para o Futebol Feminino no Brasil
Além dos recordes de audiência global, que somaram mais de 2 bilhões de pessoas na última Copa, a Fifa busca uma transformação cultural. O objetivo é aumentar significativamente a participação feminina no futebol brasileiro.
Na Austrália, por exemplo, o número de jogadoras registradas saltou de 50 mil para 160 mil após o Mundial. No Brasil, com cerca de 10 mil jogadoras atualmente, a Copa de 2027 pode atuar como um grande catalisador.
A CBF já impulsiona o crescimento, aumentando o número de partidas femininas de 500 para 700 no calendário. Este é um passo crucial para desenvolver talentos e exportar o potencial do futebol feminino nacional.
Cidades-Sede da Copa do Mundo Feminina 2027
O torneio será distribuído por oito cidades. São elas: Porto Alegre (Beira-Rio), São Paulo (Neo Química Arena), Rio de Janeiro (Maracanã), Belo Horizonte (Mineirão), Brasília (Mané Garrincha), Salvador (Arena Fonte Nova), Recife (Arena Pernambuco) e Fortaleza (Arena Castelão).
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