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Santos Avalia Futuro de Vojvoda em Reunião Decisiva e Cuca Surge como ‘Sombra’

A diretoria do Santos Futebol Clube se encontra em um momento de profunda reflexão e decisões estratégicas. Nesta quarta-feira, uma reunião crucial será realizada para debater a continuidade do trabalho do técnico Juan Pablo Vojvoda, cuja permanência no comando técnico do Peixe tem sido alvo de crescentes questionamentos. Uma ala influente, incluindo o próprio presidente Marcelo Teixeira, entende que o ciclo do treinador argentino pode ter chegado ao fim, apontando para uma percepção de estagnação na evolução da equipe.

A Decisão Pendente no Peixe

A pauta principal do encontro diretivo é a avaliação do desempenho e progresso da equipe sob a gestão de Vojvoda. As discussões internas giram em torno da falta de desenvolvimento percebida por alguns membros da cúpula santista. Questionado sobre o assunto, Alexandre Mattos, executivo de futebol do clube, optou por uma postura cautelosa, afirmando apenas que a “avaliação é constante” e que reuniões entre os dirigentes são rotineiras, sem adiantar detalhes sobre o desfecho iminente.

O Alto Custo de uma Troca e a Sombra de Cuca

Embora a insatisfação com o comando técnico seja evidente para parte da diretoria, um obstáculo financeiro significativo paira sobre qualquer decisão de demissão: a multa contratual de Vojvoda. Conforme apurou o jornalista Vagner Frederico, a rescisão do vínculo, que se estende até dezembro de 2026, implicaria um desembolso estimado em R$ 11,7 milhões. Diante deste cenário, o nome de Cuca emerge como o principal candidato para assumir a vaga, sendo a primeira opção na lista dos dirigentes caso a saída do argentino seja confirmada, evidenciando a busca por um perfil conhecido e vitorioso.

Desempenho Questionado e Críticas Internas

As críticas ao trabalho de Vojvoda se intensificaram após atuações consideradas abaixo do esperado. O empate contestado contra o Mirassol, onde a equipe reagiu após estar perdendo por 2 a 0, foi particularmente emblemático, especialmente por ocorrer após doze dias de folga e trabalho. O treinador foi alvo de severas críticas nas redes sociais devido a decisões táticas e de escalação, como a utilização de Thaciano aberto pelo lado direito e o deslocamento de Gabriel Bontempo para uma posição mais avançada. Internamente, as censuras se aprofundam, mencionando mudanças constantes na escalação, a falta de entrosamento da equipe mesmo após sete meses de trabalho e escolhas questionáveis nas substituições. A avaliação predominante é de que o elenco é robusto e a performance atual não se justifica, sugerindo que o problema estaria na gestão técnica.

A pressão sobre Vojvoda não é recente. Desde o início da temporada, o Santos enfrentou um período de sete partidas sem vitórias, culminando em uma onda de críticas após o empate por 1 a 1 com o São Paulo na Vila Belmiro, pela segunda rodada do Brasileirão. Embora vitórias contra o Noroeste e a goleada por 6 a 0 sobre o Velo Clube, que garantiram a classificação no Paulistão, tenham aliviado momentaneamente a situação, a eliminação nas quartas de final para o Novorizontino, com um gol sofrido no último minuto, reacendeu a crise. Desde então, a equipe conquistou uma vitória por 2 a 1 contra o Vasco, impulsionada por dois gols de Neymar, e o já mencionado empate com o Mirassol, mantendo a diretoria em um estado de alerta.

A Visão do Treinador e o Cenário Imediato

Publicamente, Juan Pablo Vojvoda tem demonstrado serenidade diante da pressão. Após o empate com o Corinthians em janeiro, ele afirmou não se sentir ameaçado e garantiu o apoio da diretoria, pedindo paciência à torcida no processo de reconstrução do clube. Em sua avaliação após o jogo em Mirassol, o técnico destacou a resiliência da equipe em buscar a reação, apesar de reconhecer os erros no primeiro tempo. Ele atribuiu a reviravolta à crença dos jogadores e à correção durante a pausa para hidratação, lamentando não ter alcançado a vitória por pouco.

O futuro imediato de Vojvoda também é impactado por sua expulsão na partida contra o Mirassol, após uma discussão com o técnico adversário, Rafael Guanaes. Mesmo que permaneça no cargo, ele não poderá estar no banco de reservas para o clássico contra o Corinthians, marcado para domingo, 15, às 16h (de Brasília), na Vila Belmiro. Para este confronto, o Santos aguarda o retorno de Neymar, que foi preservado contra o Mirassol. Vojvoda explicou que a ausência de Neymar foi um controle de carga, sem lesão, uma decisão combinada para garantir que o jogador esteja em plenas condições para o clássico, priorizando a razão e a saúde do atleta após um período de inatividade.

O Retrospecto sob o Comando do Argentino

Desde que assumiu o comando do Santos, Juan Pablo Vojvoda esteve à frente da equipe em 32 partidas. Seu retrospecto aponta dez vitórias, 13 empates e nove derrotas, resultando em um aproveitamento de 44,7%. Este percentual se mostra similar ao de seus antecessores recentes no cargo, como Cleber Xavier, que registrou 42,2% de aproveitamento, e Pedro Caixinha, com 43,1%. Os números evidenciam um período de estabilidade de desempenho aquém do esperado e uma busca contínua por um padrão que ainda não foi plenamente alcançado.

Com a reunião decisiva agendada, o Santos vive um momento de incerteza, com o destino de seu comando técnico em aberto. A diretoria terá a missão de ponderar entre a convicção na necessidade de mudança, o alto custo financeiro de uma rescisão e a urgência de estabilizar o time em meio a importantes desafios no calendário.

Fonte: https://placar.com

Redação Mega Sport
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