Ryan Mendes, capitão da seleção de Cabo Verde, é investigado pela Fifa após denúncia de estupro por uma brasileira. O incidente teria ocorrido em março, em um hotel de Auckland, Nova Zelândia, quando o jogador foi acusado de invadir o quarto da vítima e cometer a agressão. A entidade máxima do futebol já iniciou auditoria interna.
Detalhes da Denúncia e Resposta Oficial
A reportagem da PLACAR obteve acesso a documentos, laudos e fotos que sustentam a denúncia da vítima, cujo nome não será divulgado. Contatos foram feitos com a defesa da brasileira, Fifa, federações de Cabo Verde e Nova Zelândia, além de autoridades competentes.
A Fifa confirmou o recebimento da denúncia e informou que trata com “extrema seriedade qualquer alegação de má conduta”. Uma investigação interna foi aberta e a vítima foi ouvida em ambiente virtual, mas sem prazo definido para sua conclusão.
Repercussão e Bloqueio em Cabo Verde
O caso envolvendo Ryan Mendes tornou-se um “assunto proibido” na delegação de Cabo Verde. Bruno Da Moura, assessor de imprensa da seleção, recusou-se a abordar o tema em coletiva antes da partida contra a Argentina, silenciando questionamentos.
A Federação da Nova Zelândia também se eximiu da responsabilidade, declarando que o assunto não lhe compete. Ryan Mendes, de 36 anos, jogou as quatro partidas de sua seleção na Copa e atualmente atua no Igdir FK, da Turquia.
A Cronologia dos Fatos em Auckland
O episódio de estupro teria acontecido durante a estadia da delegação de Cabo Verde em um hotel de Auckland, Nova Zelândia. A equipe estava na cidade para a disputa do Fifa Series, competição pré-Copa realizada em março deste ano.
A brasileira, intérprete contratada pela Federação Neozelandesa de Futebol, foi convidada para uma confraternização. Ao perceber a presença de Ryan Mendes e não se tratar de um evento de trabalho, ela optou por retornar ao seu quarto.
Por volta das 22h, a vítima atendeu a batidas na porta, pensando ser uma demanda profissional. Ryan Mendes teria, então, adentrado o cômodo e iniciado o ataque, cometendo o estupro e causando agressões físicas.
Evidências Chocantes e Laudos Médicos
Imediatamente após a agressão, a vítima buscou auxílio e formalizou a denúncia. Fotos tiradas pela própria brasileira mostram marcas de socos, esganaduras e mordidas, que evidenciam a violência sofrida.
PLACAR teve acesso a um boletim de ocorrência e ao laudo do exame forense, que confirmam a agressão. O documento descreve “múltiplos hematomas em resolução nos membros, nádegas, mamas, pescoço e lábios” na vítima.
O laudo pericial ainda aponta para “lesões circulares no exame genital, dolorosas à vítima”, reforçando a seriedade das acusações. A vítima, ainda fragilizada física e emocionalmente, busca justiça e apoio.
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