O presidente da FIFA, Gianni Infantino, enfrenta forte pressão e críticas que ameaçam seu cargo. Em meio a uma crise política e econômica, ele busca desesperadamente apoio público, mas até ‘Fifa Legends’ e aliados se mostram relutantes. Recentemente, Infantino convocou uma reunião de emergência em Rabat, Marrocos, para tentar reverter a situação.
Dificuldade com ‘Fifa Legends’
Ex-atletas renomados, conhecidos como ‘Fifa Legends’, recebem cachê para eventos e competições da entidade. O grupo inclui brasileiros como Ronaldo, Ronaldinho, Kaká e Cafu, além de italianos como Del Piero e Baggio.
Assessores de Infantino pressionam as 211 associações filiadas e os ‘Legends’ por apoio. Contudo, nenhum se manifestou publicamente sobre a crise, segundo o jornal britânico The Times.
Fontes do Times indicam que Infantino é percebido como ‘muito tóxico’. Ele tem recorrido a fotos antigas com os boleiros, tentando provar sua força e respaldo.
O Distanciamento de Aliados Chave
Até Arsène Wenger, chefe de desenvolvimento global da FIFA desde 2019 e aliado de longa data, criticou Infantino. Wenger atacou o controverso plano econômico traçado pelo dirigente.
O ex-técnico do Arsenal declarou ter tomado conhecimento da proposta pela imprensa. Ele defendeu a retirada do projeto para ‘preservar a independência da instituição’.
Wenger afirmou: ‘A decisão de retirar o projeto foi absolutamente necessária e indiscutível, pois acredito firmemente em uma Fifa independente’.
Os Motivos da Pressão sobre Infantino
O Polêmico Plano FFE
Pesa contra Infantino a má repercussão da ideia de criar a FFE, Fifa Forward Enterprise. Esta empresa privada venderia ações da entidade a investidores.
A proposta envolveria a comercialização e organização das principais competições. Infantino prometeu aumentar o repasse às federações de US$ 8 milhões para US$ 20 milhões, totalizando US$ 4,2 bilhões.
A UEFA rejeitou a ideia e ameaçou um boicote às competições da FIFA. A Conmebol havia prometido analisar o assunto em conjunto com suas federações.
Acusações de Chantagem e Oposição
Outros pontos críticos incluem a acusação de chantagem do presidente da Federação da Jordânia. O Príncipe Ali bin al-Hussein afirmou que a pressão equivale a chantagem.
A campanha do ex-presidente Joseph Blatter pela saída de Infantino também contribui para a crise. A péssima repercussão do Caso Balogun na Copa do Mundo é outro fator.
Apenas poucos países ofereceram apoio público a Infantino até o momento. Nem mesmo a Arábia Saudita, sede da Copa do Mundo de 2034, declarou seu apoio.
Cenários para o Futuro da FIFA
O The Times menciona duas possibilidades para a queda de Infantino: renúncia ou destituição. Esta última seria por votação das federações-membro.
Opositores já planejam o período pós-eleitoral e uma possível mudança na estrutura da FIFA. Uma opção é alternar a presidência entre confederações a cada quatro anos.
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