A seleção brasileira feminina de vôlei se prepara para a Liga das Nações de Vôlei (VNL) 2026 com uma das vagas mais disputadas do elenco. A posição de líbero apresenta três candidatas de alto nível, prometendo uma competição acirrada já na primeira semana do torneio, que ocorrerá em Brasília, entre os dias 3 e 7 de junho. O time busca o inédito título da competição, e a solidez na defesa será crucial para o desempenho do grupo.
As medalhistas olímpicas Nyeme e Natinha retornam à equipe após um período de ausência em 2025. Ambas agora enfrentam a concorrência da jovem Marcelle, que se destacou na última temporada e se firmou como uma opção robusta para a função. Este cenário oferece ao técnico José Roberto Guimarães um leque de escolhas, mas também um desafio para definir as duas líberos que estarão em quadra.
Três Nomes para Duas Vagas: A Dinâmica da Posição de Líbero
A disputa pela camisa de líbero no vôlei feminino brasileiro é um dos pontos de maior interesse neste início de ciclo olímpico. Com a experiência consolidada de Nyeme e Natinha e o talento emergente de Marcelle, a equipe nacional ganha em profundidade e qualidade defensiva, elementos fundamentais para as competições internacionais.
O Retorno das Experientes: Nyeme e Natinha
Nyeme, de 27 anos, e Natinha, de 29, foram peças importantes no ciclo que levou a seleção ao bronze nos Jogos Olímpicos de Paris em 2024. Após a conquista, ambas tiveram um tempo de afastamento das competições internacionais em 2025. Nyeme, que atua pelo Gerdau Minas, deu uma pausa na carreira devido à gravidez de sua filha Antonella. Natinha, jogadora do Dentil Praia Clube, aproveitou o período para recuperação física e mental, após temporadas desgastantes.
A volta dessas atletas traz consigo a bagagem de grandes torneios e a capacidade de liderar a defesa brasileira. Ambas possuem um histórico de atuações consistentes e são referências em suas posições, trazendo segurança para o passe e a recepção da equipe. A experiência em momentos decisivos é um diferencial valioso para a Seleção Brasileira de Vôlei.
A Ascensão de Marcelle: O Talento da Nova Geração
A ausência de Nyeme e Natinha em 2025 abriu espaço para Marcelle, de 24 anos, brilhar. Convocada pela primeira vez para a Seleção Brasileira, a líbero, que defendeu o Fluminense na última Superliga, aproveitou a oportunidade de forma exemplar. Ela conquistou a posição de titular durante a VNL, contribuindo para a medalha de prata do Brasil, e também teve um desempenho notável no Campeonato Mundial, onde o time assegurou o bronze. Sua performance a colocou em definitivo no radar da comissão técnica.
Marcelle demonstrou maturidade e técnica, adaptando-se rapidamente ao ritmo de uma seleção de alto nível. Sua agilidade e capacidade de leitura de jogo a tornaram uma peça importante na formação do time, mostrando que a nova geração de líberos do Brasil está pronta para grandes desafios. Sua integração ao grupo é um testemunho de seu talento e dedicação.
Perspectivas da Comissão Técnica e das Atletas sobre a Disputa
A competição interna, embora intensa, é vista como benéfica por atletas e comissão técnica. Nyeme comentou sobre a dinâmica, afirmando que a relação entre as três é “bem tranquila” e que ter três líberos “dá um gás a mais”. Ela destaca a necessidade de sempre dar o melhor em cada treino, pois “senão a outra vai dar o melhor e garantir a vaga”. Essa mentalidade competitiva saudável eleva o nível de treinamento de todas.
José Roberto Guimarães, técnico da Seleção Brasileira de Vôlei, expressa o desejo de que a disputa “seja cada vez mais saudável e que elas se desafiem cada vez mais”. Ele observa que, quando uma melhora, as outras também precisam evoluir, o que é “bom para todos”. O lado desafiador, segundo ele, reside nas “escolhas que temos que fazer”, já que o time precisa se adaptar e confiar em uma líbero durante os jogos, dificultando um rodízio constante, apesar do regulamento da VNL permitir 14 jogadoras relacionadas por partida, incluindo duas líberos.
Marcelle, a mais jovem do trio, vê a situação como uma grande oportunidade de aprendizado. Ela descreve a experiência de treinar ao lado de Nyeme e Natinha como “ótima”, ressaltando que “elas são líberos super experientes, são super tranquilas e estão sempre ajudando”. A jovem líbero do vôlei feminino brasileiro enfatiza que “está sendo uma disputa muito saudável e amigável”, e a presença das veteranas a impulsiona a “sempre buscar o meu melhor”.
Gabi Reforça a Equipe em Brasília com Cautela
A capitã Gabi, ponteira da Seleção Brasileira de Vôlei, é a última atleta a se juntar à preparação da equipe. Ela viajará com o grupo para Brasília na próxima semana, mas sua participação em quadra nos primeiros jogos da VNL é incerta. Gabi teve uma temporada extremamente longa e desgastante com o Prosecco Doc Imoco Conegliano, na Itália, onde conquistou importantes títulos, incluindo o Campeonato Italiano e a Champions League.
A atacante chegará ao Centro de Treinamento de Saquarema nesta quinta-feira, dia 28 de maio, tendo poucas sessões de treinamento antes do início da Liga das Nações. O técnico Zé Roberto Guimarães adota uma postura cautelosa. “Ela vai, mas não sei se vai atuar”, afirmou o treinador, destacando que a decisão “depende muito das condições em que ela se encontra” após a exaustiva temporada europeia. A prioridade é garantir sua recuperação física e prevenir problemas futuros.
A gestão da carga física de Gabi é essencial para o restante do calendário de 2026, que inclui os Jogos Olímpicos. A comissão técnica monitorará de perto sua condição, os procedimentos pós-campeonato e os treinos realizados até a estreia na VNL. A expectativa é que Gabi, mesmo que não jogue imediatamente, utilize este período para uma reintegração gradual e segura ao ritmo da Seleção Brasileira de Vôlei.
Elenco Completo e Desafios da VNL 2026 em Brasília
Além das líberos Nyeme, Natinha e Marcelle, e da ponteira Gabi, o elenco da Seleção Brasileira que se prepara para a VNL conta com um grupo talentoso. Entre as levantadoras estão Macris, Roberta e Bruninha. Nas opostas, Rosamaria, Kisy, Sabrina e Tainara. As ponteiras incluem Ana Cristina, Julia Bergmann e Helena. Já nas centrais, destacam-se Júlia Kudiess, Diana, Luzia e Lorena. Esta formação visa a máxima competitividade na Liga das Nações de Vôlei.
O Brasil terá um calendário desafiador na primeira semana da VNL 2026, com quatro jogos em cinco dias em Brasília. A estreia será na terça-feira, dia 3 de junho, às 20h, contra a Holanda. Em seguida, a equipe enfrentará a República Dominicana na quinta-feira, dia 5, no mesmo horário. No sábado, dia 7, às 11h, o desafio será contra a Bulgária. O encerramento da etapa brasileira será no domingo, dia 8, às 14h30, em um confronto de peso contra a campeã olímpica e mundial Itália. O vôlei feminino promete grandes emoções.
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