A Seleção Brasileira Feminina de futebol abriu sua temporada de 2026 com uma vitória de 5 a 2 sobre a Costa Rica, em um amistoso disputado no Estádio Alejandro Morera Soto, em Alajuela. O confronto, que marcou o primeiro compromisso do ano para a equipe canarinho, viu o Brasil construir uma vantagem inicial sólida, enfrentar um susto com a reação das anfitriãs, mas finalmente garantir o triunfo com uma performance ofensiva robusta e momentos de superação.
Domínio Tático e Gols Rápidos Marcam o Início Promissor
Sob o comando do técnico Arthur Elias, a equipe brasileira demonstrou um plano de jogo bastante ofensivo desde o apito inicial. Com apenas uma meio-campista de ofício, Duda Sampaio, e cinco atacantes – Kerolin, Bia Zaneratto, Taina Maranhão, Jaqueline e Jheniffer –, o Brasil impôs seu ritmo e não demorou a abrir o placar. Kerolin, atacante do Manchester City, inaugurou o marcador aos dez minutos com um toque por cobertura, após um passe preciso de Duda Sampaio. Três minutos depois, Taina Maranhão serviu Jheniffer, que concluiu de primeira para ampliar a vantagem. Aos 27 minutos, Taina Maranhão, jogadora do Palmeiras, marcou seu primeiro gol pela seleção principal, chutando rasteiro no canto direito da goleira adversária, solidificando o domínio brasileiro na etapa inicial.
A escalação também se destacou pela volta da veterana Tamires à lateral esquerda, após a prata olímpica de 2024, e a estreia da goleira Thaís Lima, de apenas 17 anos, que nasceu em Portugal, mas optou por defender as cores brasileiras. A presença de sete atletas do Campeonato Brasileiro Feminino, com quatro do Corinthians e três do Palmeiras, reforçou a conexão da seleção com o futebol nacional, evidenciando a base de talentos que compõe o elenco.
Reação Costarriquenha e Resposta Firme da Amarelinha
Após um primeiro tempo de superioridade inquestionável, a seleção brasileira retornou para a segunda etapa com uma certa desatenção, permitindo que a Costa Rica reagisse. A atacante Priscila Chinchilla, do Atlético de Madrid, aproveitou falhas na defesa brasileira para diminuir a desvantagem. Aos seis minutos do segundo tempo, Chinchilla tocou por cima da goleira Thaís Lima para marcar o primeiro gol das anfitriãs. O entusiasmo costarriquenho cresceu, e Chinchilla, novamente, se beneficiou de um erro defensivo, desarmando Thaís Lima na pequena área para fazer o segundo gol, gerando apreensão no banco brasileiro e celebração da técnica Lindsay Camila, brasileira à frente da Costa Rica.
Apesar do susto, a equipe brasileira demonstrou capacidade de recuperação. Aos 33 minutos da etapa final, Taina Maranhão, uma das grandes figuras da partida, sofreu um pênalti, que foi convertido com força e precisão por Adriana, que havia entrado no lugar de Bia Zaneratto. Nos acréscimos, Jheniffer, recebendo de Adriana, marcou seu segundo gol no jogo e o quinto do Brasil, selando a vitória e confirmando a superioridade técnica da seleção canarinho, mesmo diante dos momentos de instabilidade.
Próximos Desafios: O Tour pela América do Norte Continua
A agenda da seleção feminina segue intensa neste início de 2026, com mais dois amistosos agendados na América do Norte. O próximo compromisso será na quarta-feira, 4 de março, às 18h (horário de Brasília), contra a Venezuela. A partida acontecerá no Centro de Treinamento da Federação Mexicana de Futebol, na cidade de Toluca. A sequência de jogos se encerrará três dias depois, em 7 de março, quando o Brasil enfrentará o México, às 20h, no Estádio Ciudad de los Deportes, na capital mexicana. Esses confrontos representam oportunidades valiosas para Arthur Elias testar novas formações e consolidar o entrosamento da equipe, visando os próximos desafios da temporada.
Conclusão: Um Início de Ano com Gols e Aprendizados
A vitória por 5 a 2 sobre a Costa Rica, embora tenha revelado um ataque potente e com múltiplas opções de finalização, também trouxe importantes lições para a seleção feminina. A capacidade de construir uma grande vantagem rapidamente, aliada à necessidade de manter a concentração defensiva ao longo dos 90 minutos, será crucial para os desafios futuros. Com jogadoras experientes e jovens talentos em ascensão, a equipe brasileira demonstra potencial para uma temporada de 2026 promissora, com os próximos amistosos servindo como etapas fundamentais nessa jornada de preparação e evolução.


